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MINISTROS AFRICANOS DISCUTEM EM LUANDA ESTRATÉGIA COMUM PARA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O anúncio foi feito em comunicado emitido, ontem, pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), um facto também confirmado pelo micro-programa Ngol, emitido pela Sonangol no Canal A da Rádio Nacional de Angola.

De acordo com esta última fonte,  numa das principais abordagens, a reunião vai debruça-se sobre a exploração das reservas de hidrocarbonetos do continente e criação de mercados para a comercialização do petróleo, gás e seus derivados num contexto marcado pela transição energética, um conceito que substitui o uso de combustíveis fósseis por fontes limpas de energia.

Os membro da APPO consideram que a transição energética deve ser “justa” e que devem utilizar os combustíveis fósseis para financiar a transição energética, uma tese levantada em Maio último, em Lunda, no início da presidência angolana da organização.

Citado pelo programa radiofónico, o membro do Conselho Executivo da APPO e governador de Angola na Organização dos países Exportadores de Petróleo (OPEP), Estêvão Pedro, afirmou que a agenda do encontro inclui discussões sobre o futuro da indústria africana do petróleo e gás à luz da transição energética, sendo a segunda vez em que, depois de Maio, o debate é suscitado na capital angolana

Desafios do sector do Oil & Gas tais como a criação de um banco vocacionado para financiamentos de projectos de energia em África, a construção de infra-estruturas, execução de projectos transfronteiriços e introdução de novas tecnologias também merecerão uma análise pormenorizada no encontro da organização continental que, até Maio de 2023, é liderado pelo titular do MIREMPET, Diamantino Azevedo.

Estêvão Pedro , que também é consultor do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, recordou que a Sonangol assumiu a liderança dos Reunião dos Presidentes dos Conselhos de Administração das Empresas Petrolíferas Africanas, a 10 de Outubro do corrente ano, em substituição da Nigéria, durante a 3ª Reunião Ordinária das Empresas Petrolíferas Nacionais dos Estados-Membros da APPO, que Luanda acolheu.

O responsável lembrou que, à  margem da 8º Congresso e Exposição de Petróleo e Gás, realizado em Maio último, em Luanda, teve lugar a 42ª Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros e vários encontros técnicos estatutários, com realce para  a Reunião do Conselho Executivo, o 1º Fórum das Companhia Nacionais de Petróleo dos países-membros da APPO e a Reunião Inaugural do Comité para Elaboração da Primeira Estratégia de Longo Prazo da APPO.

A reunião  Ordinária dos Ministros dos Petróleos, recordou, “analisa as deliberações da  3ª Reunião Ordinária dos Presidentes dos Conselhos  de Administração das empresas nacionais de petróleo e gás, realizada em Luanda”.

O Conselho de Ministros da APPO será informado sobre tais deliberações e vai emitir uma resolução sobre o empenho exemplar do fórum  e aquilo que as companhias nacionais deverão fazer para apoiarem os Governos dos respectivos países.

A estratégia de longo prazo, em elaboração, representa  uma directiva a ser apresentada nesta reunião, para que as companhias nacionais tenham um papel importante a desempenhar com base nas orientações que o Conselho de Ministros apresentar, frisou. Estêvão Pedro.

 Estratégia comum

A fonte acrescentou que a aprovação da estratégia dos Estados-membros da APPO, assente nas premissas do desenvolvimento sustentável, constituirá um dos momentos marcantes no decorrer do encontro de hoje, no qual serão chamados os presidentes dos Conselhos de Administração, com vista a garantirem a implementação  desse  instrumento.

“A  Reunião dos Presidentes dos Conselhos de Administração teve foco na transição energética, razão pela qual o encontro dos ministros não perderá de vista o referido tema. A transição energética é um facto e os  países membros da APPO procurarão discutir soluções com vista a consolidar ou definir a velocidade e estratégia para o desencadeamento deste processo, sem pressão das forças externas, mas  dentro dos princípios do COP 21”, defendeu Estêvão Pedro.

Recordou que  o Egipto acolhe, em breve, a COP 27,  na qual os países-membros da APPO tencionam  encontrar uma resolução consensual para orientar as negociações, acrescentando que tudo passa por um processo que deve cumprir  distintas etapas.

“Se olharmos para as principais realizações da Sonangol e de outras  companhias nacionais de petróleo e gás dos países-membros da APPO, notamos que já são visíveis alguns sinais relativamente a  implementação destes princípios”, concluiu Estêvão Pedro.

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